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Intelligent Connectivity

Na MWC 2019, 5G deixa posição de coadjuvante para assumir como protagonista


1 de março de 2019 - 17h45

Chegamos ao final de mais uma edição do MWC. E se você perguntar a qualquer um dos 110 mil congressistas qual foi a coisa que mais se destacou esse ano, posso apostar que a maioria responderá que foi o 5G. Essa ‘buzzword’ estava em toda parte: nos estandes de operadoras, fabricantes de celular, aplicativos, consultorias e até de drones.

(Crédito: Sérgio Damasceno)

Na realidade, o 5G ainda é ficção para a maior parte dos países. Mesmo nos EUA, ele só está disponível em algumas cidades. Mas, como em uma feira de moda – onde a maior parte das roupas de alta costura são conceitos, e não moda para se usar no dia a dia – o MWC tem como um de seus objetivos apresentar conceitos, tendências e apontar para onde iremos no mundo digital. Isso explica o tema da feira deste ano ter sido “Intelligent Connectivity”.

Ao longo das últimas duas ou três edições já era possível ver o 5G como uma das tendências, mas foi definitivamente em 2019 em que ele passou de coadjuvante para protagonista. E por que isso é importante? Redes são infraestrutura e redes mais potentes se traduzem em oportunidade para a criação de novas indústrias, novas aplicações e, no limite, novos negócios. Um exemplo bem claro – e talvez o mais disruptivo disso – foi a chegada do 3G. A indústria de celulares mudou completamente a partir desse momento. Apenas para lembrar alguns fatos marcantes:

1- O surgimento do iPhone só foi possível porque havia uma rede de alta velocidade.

2- Players que até então reinavam absolutos, como Nokia, Motorola, LG (nos feature phones) e Palm e Blackberry (entre os smartphones) resistiram em abraçar o ecossistema de aplicativos e, quando se deram conta, já haviam sido engolidos por Apple e Google, que com o Android, permitiu que as operadoras não precisassem mais pagar fortunas para criarem seus próprios sistemas operacionais.

3- Toda uma indústria de aplicativos surgiu do zero, possibilitando novos modelos de negócio e serviços sendo criados. Essa transformação teve um impacto tão profundo que até mesmo o conceito de ‘posse’ passou a ser desafiado, como o surgimento do ‘compartilhamento’. Casas, carros, bikes, barcos e aviões são alguns dos exemplos mais visíveis dessa revolução.

Quando a estrela de um feira é a ‘rede’ podemos esperar que as edições seguintes reservem de fato novidades muito mais interessantes. Explico: redes são infra e portanto não são excitantes por si só. Porém… tudo que está sendo criado em termos de conectividade, internet das coisas (IoT), machine learning, carros autônomos, etc só será possível porque essa super velocidade se tornará realidade nos próximos anos. Portanto, se a #MWC19 não apresentou nada realmente revolucionário, ela serviu para indicar que o 5G de fato vai ganhar ‘momento’ em breve. Podemos esperar que as próximas edições, talvez em 2021 ou 2022, tragam novidades revolucionárias e que realmente afetem os seus hábitos, costumes e estilo de vida.

Ah, e para acabar, quero dividir com vocês os principais destaques além do 5G: os smartphones dobráveis que Samsung e Huawei apresentaram são realmente incríveis, lindos e mega caros (~U$2 mil). E por último, não tenho como não falar da simpaticíssima Sofia, o robozinho equipado com inteligência artificial que batia papo com os congressistas. Perguntei a ela o que havia achado da sua visita ao Brasil em 2018 e ela falou que amou o país e as pessoas. A inteligência artificial pode já estar “embarcada” com inteligência emocional no final das contas :-).

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