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Do edge computing ao “fitacell”: o futuro da tecnologia móvel

No MWC a Ericsson Research mostra conceitos tecnológicos esperados em uma fase mais madura do 5G


28 de fevereiro de 2019 - 6h00

(Crédito: Reprodução/Blog Ericsson)

As redes de telégrafo conectavam cidades, os telefones fixos, residências. Com os celulares, a conectividade chegou as pessoas e, com o IoT, a todas as coisas. Serão 35 bilhões de coisas conectadas no mundo em 2024, de acordo com o Ericsson Mobility Report, gerando uma quantidade impressionante de dados, demandando conexões seguras e permitindo a criação de novos modelos de negócios, principalmente após a chegada do 5G. Mas o que vem depois?

No MWC Barcelona, a Ericsson Research, unidade que reúne os centros de pesquisa da Ericsson em todo o mundo, demonstra uma série de conceitos e aplicações tecnológicas que são esperadas para uma fase mais madura do 5G. Será que podemos arriscar dizer que essas tecnologias serão parte do 6G?

O edge computing (MEC) já é entendido no “mundo 5G”, mas as possibilidades de aplicação são tão variadas que aos poucos os serviços comerciais associados a eles vão surgindo. A ideia por trás do MEC é fazer com que a unidade de processamento e armazenamento (cache) esteja mais próxima do dispositivo do que hoje.

O MEC vai proporcionar duas vantagens muito importantes: um tempo de resposta baixíssimo do aplicativo e novos formatos de dispositivos. E muitos deles não vão precisar nem de grandes processadores nem de preocupação com bateria.

É baseado no MEC que a Ericsson consegue fazer dançar um robô-inseto de um metro de diâmetro e 6 patas pernas controladas de forma independente. Com o tempo de resposta baixíssimo, todos os 6 membros conseguem se coordenar rapidamente, algo impossível no 4G. O MEC também torna possível que os participantes do MWC em Barcelona possam dirigir um caminhão elétrico de 11 toneladas, localizado na Suécia, por meio de uma rede 5G.

Enquanto o 5G ganha maturidade, os times de pesquisa continuam trabalhando para pensar em como simplificar o futuro. A Ericsson Research apresentou pela primeira vez ao público o conceito de Radio Stripe: rádios e antenas com formato de fitas, bem fininhas, como um papel manteiga, preparadas para transportar dados que podem ser aplicadas em papeis de parede ou embaixo de tapetes com interferência visual mínima.

O Radio Stripe vai permitir que casas, shoppings e até mesmo locais outdoor possam contar com uma conectividade adequada para que todas as coisas possam funcionar. E já começam as apostas se o mundo dos Jetsons vai se concretizar na era do 5G ou do 6G!

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