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O renascimento da diversão na era do 5G

Desenvolvimento do 5G trará novas experiências em novos lugares


25 de fevereiro de 2019 - 17h01

(Crédito: Martin Sanchez/Unsplash)

A TV já não era mais a mesma por três motivos principais: a mudança no hábito de consumo, o crescimento do modelo de negócios on demand, e a própria produção audiovisual, que vem quebrando paradigmas – a ressaltar o longa interativo Black Mirror: Bandersnatch. O que vi hoje no MWC em Barcelona adiciona mais um fator de disrupção: a transformação trazida pelo 5G.

Junto aos dispositivos mais avançados e tecnologias como realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR), o 5G irá acelerar o desenvolvimento de novas experiências em novos lugares, por exemplo, com serviços de vídeo enriquecidos e entretenimento imersivo.

Em uma demonstração realizada pela Ericsson no MWC, os participantes são convidados para entender como AR e VR podem maximizar a experiência de espectadores de um evento esportivo, tanto para o público que está lá, na arquibancada, como para a audiência da TV.

Imagine o torcedor no estádio de futebol que poderá acompanhar informações em tempo real por meio de sensores no campo ou no uniforme dos atletas, e ainda utilizar um celular ou um tablet para acompanhar dados que não são possíveis de enxergar a olho nu: estatísticas, fotos, vídeos de jogos anteriores e muito mais. Já aqueles que estão em casa poderão ter uma experiência 360º do campo, com som, iluminação e, até mesmo, o tremor da arquibancada.

Além disso, quem tiver em casa ainda pode ter uma experiência social. Amigos com óculos VR podem assistir a jogos juntos, porém cada um no sofá de sua própria casa. E se, além de assistir aos jogos, você puder interagir com amigos por meio de hologramas em 3D? Isso já não está distante: hoje, Marcos Pontes, ministro da ciência e tecnologia e astronauta, esteve no estande da Ericsson e realizou uma chamada holográfica via 5G.

Todas essas experiências podem – e certamente serão – casos de uso que serão monetizados pelas operadoras de telecomunicações, produtores de conteúdo e toda a cadeia audiovisual. Uma pesquisa do ConsumerLab, think tank da Ericsson, que estuda os hábitos e tendências dos consumidores, aponta que 73% dos usuários de smartphones estão interessados em comunicações com hologramas 3D rodando em 5G e mais da metade deles estão dispostos a pagar por isso.

E não são apenas celulares: o 5G vai provocar um renascimento de várias novas “coisas” conectadas diretamente à internet sem fio, além de adicionar mais inteligência às smart TVs, pulseiras inteligentes e assistentes virtuais. Chatbots integrados com tecnologia e enriquecidos de conteúdo, como o RCS, vão ser ainda mais inteligentes e onipresentes.

Para as operadoras de telecomunicações, o 5G pode ser uma grande oportunidade de virada, oferecendo novas ferramentas para criação de serviços e geração de receitas. Ela é uma tecnologia altamente capaz de suportar o crescimento de tráfego de uma forma eficiência do ponto de vista de custo, e uma plataforma poderosa para a inovação.

É na tecnologia que proporciona conveniência e prazer que estão as novas grandes oportunidades de negócios.

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