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Adam Selipsky, da AWS: “Prosperar em conectividade é complexo”

O recém-nomeado CEO da plataforma de serviços de computação em nuvem da Amazon disse que fornecedores independentes de software, como Amdocs, Ericsson, Nokia e Samsung, são importantes para o ecossistema de cloud

Victória Navarro
2 de julho de 2021 - 6h00

Em março deste ano, Adam Selipsky, ex-Tableau, empresa de software para a leitura de dados da Salesforce, foi nomeado CEO da Amazon Web Services (AWS), plataforma de serviços de computação em nuvem da Amazon. No Mobile World Congress (MWC), maior evento móvel do mundo, durante o painel “O futuro é digital”, o executivo abordou a importância da indústria de telecomunicações para o cloud.

Para o CEO, “o telecom tem, tradicionalmente, prosperado em serviços de conectividade. E, prosperar em conectividade é complexo”. Por ser construída em cima de redes e data centers, a infraestrutura da indústria de telecomunicação é cara e lenta. Isso coloca “um limite realista no número de projetos e na quantidade de experimentação que uma teles pode realizar”, explicou. Ao trazer o modelo de nuvem para o setor de telecomunicações, as operadoras podem implementar novos serviços sob demanda com flexibilidade. “A AWS tem os maiores clientes ao redor do mundo em todas essas áreas. Estamos, realmente, nos tornando a base de muitas teles ao redor do mundo, enquanto elas realizam esses serviços”, afirmou.

Adam Selipsky, CEO da AWS (crédito: divulgação)

Infraestrutura simplificada
No painel, o CEO da empresa suíça de telecomunicações Swisscom, Urs Schaeppi, juntou-se à Selipsky, para anunciar uma parceria com a AWS e disse que as empresas “trabalharão juntas no espaço de tecnologia da informação, para simplificar, padronizar e tirar a complexidade do ecossistema de infraestrutura de rede para a quinta geração de telefonia móvel”. A Amazon Web Services também comunicou planos para construir um novo espaço para a plataforma na Suíça, no segundo semestre de 2022, com várias zonas de disponibilidade que a Swisscom e outros possam acessar. Para Urs, o 5G é a espinha dorsal da digitalização, para a próxima onda de digitalização. “Teremos uma tecnologia mais rápida e confiável, mas também com menor latência. Acho que esses recursos combinados impulsionarão muitos novos casos de uso”, complementou o CEO da Swisscom.

Os volumes de dados devem crescer, à medida que novos serviços são implantados e usados ​​pelas empresas. Isso requer uma infraestrutura mais flexível, acrescentou Urs: “Junto com a AWS e nosso parceiro móvel Ericsson, estou convencido de que podemos até melhorar essas redes, esses ecossistemas de digitalização, mais virtualização, mais otimização nas redes móveis. Esse é um grande potencial”. A Swissom é um cliente de longa data da Ericsson — o que inclui a implantação de uma plataforma em nuvem com tecnologia da Ericsson, no final de 2017; testes de divisão de rede, em 2018; e a primeira rede 5G comercialmente implantada na Europa, em abril de 2019.

Nuvem para todos
A AWS conta com serviços de nuvens capazes de levar computação, armazenamento e infraestrutura à empresas que exigem arquitetura híbrida na extremidade e conectividade fornecida por meio de redes 5G sem fio. “A Amazon Web Services criou serviços como Wavelength e Outposts, que são duas maneiras diferentes de implantar na borda”, disse Adam. “Há uma grande necessidade de baixa latência, um throughput muito alto e conectividade massiva. E, colocar a computação, a inteligência artificial e a capacidade de realmente executar micro infraestrutura de ponta a ponta está começando a desbloquear novos serviços”.

O executivo, formalmente, retorna à Amazon como CEO da AWS, no mês que vem. Enquanto isso, contou, ele e seus novos colegas têm conversado “com, praticamente, todas as teles do mundo”. O grupo de parceiros em expansão da AWS inclui fornecedores independentes de software, como Amdocs, Ericsson, Nokia e Samsung. “Sabemos o quanto esses parceiros são importantes e temos o compromisso de trabalhar com todos os que as operadoras de telecomunicações considerem importantes. Nós nos vemos muito como facilitadores”, adicionou.

De acordo com Adam, ele ingressou na AWS durante um momento emocionante na indústria sem fio. “Acho que as telecomunicações estão sendo reinventadas à nossa frente”, disse, ao se referir à ascensão do 5G, da inteligência artificial e do aprendizado de máquina na infraestrutura de rede. O mercado global de infraestrutura de nuvem pública cresceu 40,7%, em 2020, para US $ 64,3 bilhões. A Amazon Web Services reivindicou US$ 26,2 bilhões ou 40,8% dessa receita, concluiu o Gartner. A liderança da Amazon em nuvem pública permanece sem amarras, mas sua taxa de crescimento de 28,7%, em 2020, foi menos da metade da de seu concorrente mais próximo, a Microsoft, com 59,2%. A Microsoft encerrou o ano com 19,7% de participação de mercado, com US$ 12,65 bilhões em receita; seguida pelo Alibaba, com 9,5%, com US$ 6,1 bilhões; Google, com 6,1% de participação, com US$ 3,9 bilhões; e Huawei, com 4,2% do mercado, com quase US$ 2,7 bilhões em receita.

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