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XR será base para o futuro dos eventos, reuniões e entretenimento?

Com as restrições causadas pela Covid-19 e o avanço do 5G, experiências imersivas ganham sofisticação e têm aumento na receita

Taís Farias
30 de junho de 2021 - 12h48

Extended reality (XR), ou realidade estendida, é o conceito que define os ambientes que combinam elementos reais e virtuais, assim como as interações entre homem e máquina. É dentro do guarda-chuva da realidade estendida que está, por exemplo, a realidade virtual (VR), aumentada (AR) e outras experiências imersivas. Ano após ano, o tema ganha relevância dentro do circuito de eventos de tecnologia e na aposta de grandes empresas, especialmente, no entretenimento e nas plataformas de comunicação.

Com Nexus Studios, Google está avançando no AR (Crédito: Reprodução)

A Covid-19, no entanto, deu a essas tecnologias nova abordagem. “Durante a pandemia, essa tecnologia ganhou o foco de deixar as pessoas mais próximas”, conta Mathangi Sandilya, líder global de tecnologia da Accenture. “Não é uma surpresa o crescimento dessa área durante os últimos meses”, acrescentou. Em painel no MWC, a executiva citou dados da Statista que descrevem a expectativa de que os investimentos em realidade estendida alcancem US$ 31 bilhões ainda neste ano.

Essa transição entre digital e físico exige uma infraestrutura complexa, com alta conexão. Nesse sentido, o avanço do 5G representa oportunidade para o setor de ampliar o alcance de suas soluções. As aplicações são inúmeras e não devem perder força com o fim da pandemia. A própria Accenture aproveitou o evento para falar de sua parceria com a empresa de chips e processadores Qualcomm para criar solução que usa realidade aumentada e virtual para reinventar a experiência de planejamento de eventos. O XR Event Planner permite a reconstrução virtual de espaço de eventos para que equipes de vendas, planejamento e os próprios clientes possam visualizar o espaço remotamente e configurar o layout em tempo real. O projeto piloto foi testado no hotel InterContinental ®Los Angeles Downtown. Confira no vídeo:

Realidade holográfica
Para Xuan Zhu, chief engineer integrated solution da ZTE, empresa de telecomunicações chinesa, 2020 representou um binômio para o universo da conectividade. “Nossos computadores nos mostraram uma versão do mundo em duas dimensões. Ao mesmo tempo, a Covid-19 acelerou a transformação digital”, reflete o porta-voz. Ele reconhece que a receita para realidade estendida na indústria cresceu drasticamente. No entanto, enxerga grande desencontro entre o que se espera das experiências imersivas e do que é possível proporcionar hoje.

Enquanto o mundo busca por mais proximidade e conexão, as tecnologias de VR e AR isolam os usuários em experiências individuais. “Para satisfazer todos esses desejos e desafios, nós acreditamos que a realidade holográfica é o próximo passo da realidade estendida”, aponta Zhu. Com os hologramas, a ZTE pretende permitir reuniões sejam feitas cara a cara, mesmo que de maneira remota. A realidade holográfica também seria grande ferramenta de desenvolvimento para áreas como telemedicina, educação e eventos de entretenimento, em que a relação com o ídolo poderia se tornar mais próxima.

A grande ambição da ZTE é ampliar a gama de sentidos que podem ser explorados pela realidade estendida. A aposta da companhia é que, com os hologramas, além da visão e audição, a experiência tecnológica também poderá fazer uso do tato. É a ideia de que, durante uma compra online, o consumidor poderia sentir as texturas dos materiais, por exemplo. Com sensores específicos, as redes de comunicação poderiam reproduzir estímulos específicos, criando essa experiência.

A estrutura por trás dessa proposta inclui 5G e multi-acess edge computing. “A realidade holográfica pode criar um incrível mundo digital”, afirmou o chief engineer integrated solution da ZTE, em apresentação que foi, sobretudo, um convite para outras empresas que estejam dispostas a desenvolver o potencial das soluções em hologramas.

Nova página para o AR
Enquanto a ZTE se aventura em um futuro holográfico, o Nexus Studio apresentou nova aplicação para a realidade aumentada, que não deve demorar a ser incorporada pelas redes sociais e o entretenimento. A companhia, que foi responsável por iniciativas que levaram o AR para dentro dos estádios de futebol americano no EUA, por exemplo, com Samsung, AT&T e Dallas Cowboys, agora se une ao Google para testar nova API que capaz de usar tecnologia de localização para incluir ativações de realidade virtual em vídeos.

“O VoxPlop, basicamente, usa nova API do Google para gravar e reproduzir IA em vídeo, com todos os dados de profundidade e iluminação ambiental que vêm com ele”, conta Luke Ritchie, head of interactive arts da Nexus Studios. Se incorporado por uma rede social, esse recurso permitirá que qualquer um interaja com realidade aumentada em seus vídeos. “Essa é uma das mudanças radicais que está acontecendo entre 2021 e 2022”, opina Ritchie. Confira no vídeo abaixo:

 

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