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Deep techs colocam a ciência no centro da inovação

O investimento em startups pioneiras na descoberta ou desenvolvimento de tecnologias baseadas em pesquisa de bases trazem resultados para os investidores e para as cidades

Victória Navarro
30 de junho de 2021 - 12h06

Nesta quarta-feira, 30, o The Collider, programa de inovação da Mobile World Capital Barcelona — focada em promover o desenvolvimento do ecossistema móvel e digital para posicionar a capital da Catalunha como um centro de referência digital global –, que torna possível a presença de tecnologia na ciência, no mercado e na sociedade, por meio de talentos à frente de startups, organizou uma sessão no palco principal do 4 Years From Now (4YFN), a plataforma de novas empresas do Mobile World Congress (MWC). No encontro, Oscar Sala, diretor tanto do The Collider quanto da Mobile World Capital, Lotan Levkowitz, sócio da Grove Ventures, fundo de capital de risco destinado à startups israelenses de tecnologia, e Alberto Gómez, sócio da Adara Ventures, que investe em empresas em estágio inicial na Espanha, Portugal, França, Reino Unido e Irlanda, exploraram o papel das deep techs no cenário da inovação. O painel recebeu o nome de “Deep tech: impulsionando sua estratégia de inovação por meio de ciência”.

O termo deep techs refere-se a startups pioneiras na descoberta ou desenvolvimento de tecnologias baseadas em pesquisa de bases e surgidas em universidades ou ecossistemas de inovação próprios. Segundo um estudo da consultoria BCG, biotecnologia, inteligência artificial, biotecnologia, bloackchain, robótica e drones; e eletrônica e fotônica são os principais segmentos que estão levando para a frente pesquisas de inovação profunda.

diretor do The Collider e da Mobile World Capital (crédito: reprodução/MWC)

Para Oscar, a pandemia mostrou que, se todas as indústrias colaborarem entre si em escala global, é possível construir produtos e serviços excelentes. “É preciso unir nossas forças, em termos de recursos”, explicou. O conhecimento acerca da ciência e de pesquisas avançadas, na Espanha e na Europa, podem colaborar com o ecossistema de inovação, distribuído pelo mundo. “Na última pandemia que abateu o globo, nós não tínhamos tecnologia para conectar pessoas. Não tínhamos tecnologia o suficiente para promover uma colaboração. O último ano mostrou que tudo se move via colaboração. A Covid-19 intensificou a importância de promover conversas. A tecnologia une o mundo. Uma prova disso é o iPhone, da Apple. O número de pessoas com essa tecnologia em mãos é gigante. O iPhone mudou o mundo”, afirmou o diretor do The Collider e da Mobile World Capital.

Dessa forma, de acordo com Oscar, investir em startups é altamente rentável. Entretanto, as deep techs ainda são mais rentáveis, já que trazem resultados para os investidores e para as cidades: “Agita a economia e os empregos”. Durante o painel “Deep tech: impulsionando sua estratégia de inovação por meio de ciência”, Alberto Gómez, sócio da Adara Ventures, complementou que a maior razão pela qual o se investe em startups pioneiras na descoberta ou desenvolvimento de tecnologias baseadas em pesquisa de bases e surgidas em universidades ou ecossistemas de inovação próprios é a tentativa de encontrar produtos avançadas no mercado: “Não é só sobre descobrir uma oportunidade de mercado. Mas, também desenvolver produtos relevantes. Isso significa identificar como determinada tecnologia pode resolver problemas reais melhor do que outras tecnologias. É uma área em que o investimento não é a única vantagem. A companhia com mais capital nem sempre é a que vence. Se você puder fazer isso em empresas e locais em que o aporte seja mais eficiente, os resultados são surpreendentes”.

Lotan contou que, quando a Grove Ventures foi criada, há seis anos, os investidores não sabiam se era a época mais adequada para se investir em tecnologia. “No mundo, há muitas infraestruturas que entregam o que prometem. Porém, como dar o próximo passo? Promover a transformação digital é crucial. E, talvez, a forma de dar esse próximo passo”, afirmou. O executivo explicou que escolher a melhor startup para direcionar investimento permite com que se reduza o risco de inovação. Oscar destacou a importância de apostar em negócios com altas margens de receitas: “Isso acontece quando a companhia está indo bem”. Para Lotan, é crucial entender como o mercado olha essas startups.

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