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5G é a estrela do MWC Barcelona


25 de junho de 2021 - 16h34

Na última vez que a comunidade de tecnologia e comunicações se encontrou na Fira de Barcelona, em fevereiro de 2019, o 5G era o tema mais comentado pelos amplos halls do recinto, mas ainda era uma promessa. Somente era possível encontrar serviços 5G disponíveis em alguns países do hemisfério norte, como Estados Unidos e Coreia do Sul.

Naquela época, ainda não tínhamos a real dimensão do quanto o mundo dependeria da conectividade, mesmo para as atividades mais rotineiras, como trabalhar, estudar, se relacionar, comprar alimentos. O cancelamento da edição de 2020 foi um sinal para o setor de telecom no Brasil, que ainda não havia sido impactado pelas políticas de distanciamento social.

No MWC Barcelona, cuja edição 2021 acontece de forma phigital (misto digital e presencial) a partir do dia 28 de junho, a tecnologia móvel de quinta geração chega como a grande estrela do mundo da conectividade: madura, desejada e necessária. Evidentemente, haverá muitas novidades nessa seleção de hot topics do mundo tech, como inteligência artificial, edge computing, blockchain, hyperautomation, realidade extendida, computação quântica e tantos outros. Mas a principal atração, a camisa 10, será do 5G.

Essa expectativa não acontece por acaso: o 5G está se consagrando como a geração de tecnologia móvel mais rapidamente adotada da história. O recente Ericsson Mobility Report observou que, em média, 1 milhão de novas conexões 5G são adicionadas globalmente todos os dias. Neste ritmo, ultrapassaremos meio bilhão de usuários 5G até o final deste ano, o correspondente a mais que o dobro de assinantes da Netflix, por exemplo.

Novos formatos de vídeo, inclusive, serão alguns dos principais casos de uso que florescerão com a massificação do 5G. Transmissão em 4K e 8K, vídeos em 360°, gaming, realidade virtual e aumentada empurrarão as fronteiras do possível para os consumidores ávidos por novidades.

A Ericsson esteve por trás de grandes ativações do 5G no entretenimento, como a participação remota do artista Lucas Lima via holograma no palco do Allianz Parque, a realização de um show musical em que os integrantes da banda tocavam em pontos distantes e a transmissão em 360° da etapa de Interlagos da StockCar.

Além da possibilidade de criar experiências imersivas para consumidores, o 5G atrai empresas e governos pelo seu potencial de gerar eficiência operacional, com a aceleração das transformações nos mais diversos setores como saúde, educação, segurança pública, manufatura, mineração e agronegócio.

Tanto as tradicionais operadoras de telecomunicações e das fabricantes de celulares, como gigantes de nuvem (como Amazon, Google e Microsoft) e da indústria (como as automotivas Audi, Ford e Mercedes-Benz) estão adotando e testando o potencial do 5G para abrir novas fontes de receita e eficiência.

No Brasil, marcas como Band, Globo, Itaú, TecBan, São Martinho e WEG já anunciaram publicamente a realização de testes com a tecnologia 5G, e esse movimento deve se acelerar conforme a cobertura da quinta geração avance no país nos próximos anos. No ritmo atual, isso vai acontecer logo.

Para se ter uma ideia, 1/3 de todas as assinaturas móveis na América Latina em 2026 será 5G. Isso significa que a participação do 5G no Brasil pode chegar a metade de todas as conexões móveis no período, uma vez que o país tem estado sempre na vanguarda tecnológica quando comparado aos demais países da região.

Para ficar por dentro de como aproveitar todo potencial do 5G, me acompanhe ao longo da semana, pois compartilharei aqui no Meio & Mensagem minhas impressões do evento e, definitivamente, o 5G será tema constante.

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