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Tecnologia à favor da acessibilidade

Pensar acessibilidade deve fazer parte da cultura das empresas


3 de março de 2022 - 18h56

Os avanços tecnológicos impactam positivamente a nossa vida. Quando pensamos em novas tecnologias, devemos ter em mente que elas são criadas para facilitar o dia a dia de todos nós, e quando falamos todos é impossível não pensar em diferentes grupos de pessoas com necessidades e características especiais que demandam serviços e produtos diferenciados.

No meu dia a dia como executiva de uma multinacional de tecnologia, a inclusão é uma constante quando discutimos novos produtos, serviços e soluções. Seja na hora de pensar o layout das lojas físicas, que necessitam de rampas de acesso e uma área de locomoção mínima para todas as pessoas, ou nos softwares e funcionalidades que iremos disponibilizar no smartphone para personalizar a experiência e torná-lo amigável a todos os perfis de clientes.

E isso são alguns dos exemplos que eu posso dar dentro do meu universo, mas há infinitas possibilidades de pensarmos em acessibilidade dentro e fora de casa. Um exemplo disso são as ditas “casas conectadas”, que podem ser espaços futuristas com lâmpadas inteligentes e todo um ecossistema de equipamentos integrados que se comunicam e obedecem a comandos de voz e texto. O que muitas pessoas não se dão conta é que um simples comando de acender e apagar a luz remotamente já é algo muito significativo, por exemplo, para as pessoas que não enxergam tão bem ou que não se locomovem com tanta agilidade pela casa.

Na Motorola, nós desenvolvemos um conjunto de ações que chamamos de “Moto Ações”, funcionalidades que auxiliam as pessoas na usabilidade do smartphone. É incrível pensar na simplicidade do movimento de “balance duas vezes para acender a lanterna” e o quanto ele é importante em situações de baixa luminosidade ou até mesmo quando não estamos enxergando nitidamente.

Pensar em acessibilidade deve fazer parte da cultura das empresas; e para isso é necessário ter times mais diversos, com pessoas de diferentes perfis, etnias, idades, realidades, e também ouvir com atenção os consumidores, pois eles também nos ajudam a entender como podemos aprimorar nossos produtos e serviços de um jeito cada vez mais inclusivo.

Neste aspecto, tenho orgulho de fazer parte de uma companhia global que possui um propósito de marca que realmente permeia essas questões através de uma plataforma criada com esse fim. A plataforma de marca “power to empower” traduz a nossa crença no poder transformador da tecnologia e no uso dela para dar voz e empoderar as pessoas ao redor do mundo.

Um exemplo de acessibilidade que nos orgulha muito é a iniciativa de inclusão de línguas indígenas em extinção. Esse projeto, além de ser um passo importante no respeito e apoio à diversidade cultural do Brasil, também nos ajudou a abrir os olhos para outras realidades que necessitam de ajuda no processo de digitalização. Em 2021 foi a inclusão de duas línguas indígenas do Brasil (Kaingang e Nheengatu) no sistema operacional Android. Neste ano, demos continuidade ao projeto e incluímos mais um idioma, desta vez o Cherokee, falado por povos indígenas norte-americanos.

Em suma, há uma oportunidade real de criar novos negócios a partir de tecnologias acessíveis ao maior número de pessoas. É nisso que eu me agarro e tenho total confiança no meu trabalho, afinal, o smartphone é a nossa janela para o mundo. Que possamos ajudar a criar janelas que conectem as pessoas e lançar dispositivos compatíveis com os mais variados aplicativos disponíveis do mercado para que todos tenham acesso à tecnologias mais inteligentes e a novas formas de se comunicar.

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