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Chegamos na era do “Brand Safety Officer”?

Louis Paskalis, vice-presidente do Bank of America, em sua palestra no CMO Summit, anunciou o lançamento do cargo para proteger a marca e os clientes da empresa


1 de março de 2018 - 12h26

Antes do Mobile World Congress 2018 iniciar, minha expectativa era bastante alta sobre como o tema transparência e fraude no ecossistema da publicidade seria abordado nas rodas de discussões durante o evento.

(crédito: reprodução/Pexels)

Para minha surpresa, o vice-presidente do Bank of America, Louis Paskalis, em sua palestra no CMO Summit, anunciou o lançamento de um cargo novo na instituição: o Brand Safety Officer. O responsável pela função recém-criada tem a missão de “limpar a casa”, em meio à preocupação constante das marcas sobre os anúncios próximos de conteúdo questionável, fraude publicitária e transparência.

O nome do executivo não foi revelado por Paskalis, mas o objetivo será proteger a marca e seus clientes, além de garantir que o banco obtenha o retorno dos investimentos em publicidade, estimados em mais de US$ 1 bilhão.

É muito preocupante quando há o questionamento de um CFO de uma instituição financeira, como o Bank of America, sobre a segurança dos investimentos realizados na área de marketing, como confessou Louis Paskalis em sua apresentação.

Acredito que nem eu e nenhum outro executivo da indústria publicitária deseja que essa seja a imagem do nosso ecossistema. Como sempre defendi, acredito que a questão da fraude e transparência precisa ser assumida por todos os elos da cadeia e discutida de forma clara para que ações práticas coletivas sejam tomadas no sentido de mitigar os riscos.

É fundamental lembrar que há inciativas sendo tomadas pelas principais entidades do setor como IAB e MMA. E, claro, há um longo caminho que deve ser trilhado. Além dos movimentos coletivos, há iniciativas privadas, como o nosso caso. Como empresa, temos buscado desde sempre integrar soluções voltadas ao brand safety e à transparência com parceiros como MOAT, AdColony, entre outros, para garantir o máximo de segurança às marcas com as quais trabalhamos.

A pressão de grandes anunciantes, como P&G e Unilever, e agora o Bank of America, é fundamental para garantir relevância e tratamento adequado ao tema. Resta saber se o cargo lançado pelo Bank of America “pegará” em outras instituições e como o tema irá reverberar na indústria da publicidade.

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