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28 de fevereiro de 2018 - 14h28

Para quem já ia ao cinema lá pela metade dos anos 1980 ou para quem gosta de assistir a filmes que marcaram gerações, como eu (ok, eu estava no primeiro grupo…), Highlander é certamente um daqueles filmes que a gente não esquece. E lá pelas tantas, a fala que ficou mais marcada – e que hoje em dia certamente viraria um meme – foi: “There can be only one”, dita pelo legendário Christopher Lambert, no auge da sua carreira.

Christopher Lambert (crédito: reprodução/Moviehole)

Pois é, trazendo isso para o nosso negócio, o que estou vendo aqui em Barcelona é que várias empresas, dos mais diversos segmentos, estão trabalhando em iniciativas semelhantes — e investindo milhões de dólares — a partir do momento em que internet of things (IoT ) e self-driving cars (entre outros) se tornaram conceitos de inovação. Daí o bicho pega entre montadoras, fabricantes de celulares, operadoras de telefonia, cartões de crédito, consultorias… todo mundo tentando se posicionar com as suas competências no “mundo que virá”…. É claro que elas estão certas de tentar mudar seus modelos de negócio e se transformar antes que se tornem obsoletas. Ninguém quer replicar modelos como Olivetti e Blackberry.

Vi no stand da Vodafone uma iniciativa de “smart mirror”, em parceria com a Mango (varejista renomada na Europa), através da qual você poderá, em breve (segundo o que ouvi deles, ainda esse ano nos EUA e Europa), experimentar uma roupa dentro dos provadores e mudar tamanho ou modelos sem sair dali e, a partir do momento em que escolher, fechar o pedido. Mas, veja bem, sem o “last mile” do pagamento. Ou seja, o vendedor recebe uma notificação no celular dele de que você gostou de uma roupa e quer comprar e ele já vai fechando a compra antes de você sair do provador. Legal, mas insuficiente. E, by the way, será que eu deveria ver isso no stand da Vodafone???

Andando mais alguns metros, cheguei no stand da Mastercard. Uma experiência muito semelhante de “smart mirror” me foi apresentada. Nesse caso, o “last mile” estava ali. Eu podia fazer o pagamento através da minha “mobile wallet”. Ou seja, era uma solução focada no “end user” e não no varejista – o que, para mim, parece fazer muito mais sentido.

Mas, independentemente da estratégia ou solução de cada empresa – ou dos dois exemplos usados aqui –, o que está claro para mim ao circular pelos stands aqui em Barcelona é que as empresas dos mais diversos segmentos estão tentando não se tornar obsoletas. A mudança dos seus modelos de negócio e ofertas de produto tentam se adaptar às novas tendências. Usei aqui o exemplo de compra de roupas no varejo mas poderia usar o de IoT , que é muito mais evidente. Todas as operadoras presentes na feira focaram em soluções de IoT e connected cities (aliás, já posso antever que esse será o principal tema ano que vem). No lado dos fabricantes (se é que ainda cabe esse nome), os caras estão migrando cada vez mais para plataformas de serviços. Fiquei bastante impressionado com o stand da Nokia, por exemplo. Soluções bem legais que vão de relógios a colchões para medir e acompanhar a saúde dos usuários.

Sei que tinha prometido falar sobre a T-Mobile neste artigo, e continuo fã do que vi em função da narrativa apresentada. Mais que o de qualquer outra operadora, o stand dos caras mostra de uma maneira muito didática para onde eles estão caminhando. Mas não pude deixar de compartilhar com vocês essa sensação que ficou, hoje, de que vamos ver ainda nas próximas feiras várias empresas tentando se posicionar de maneira forte em um segmento emergente. Ao longo dos próximos anos, acredito que ficará claro quem foi o Highlander e quem perdeu suas cabeças.

Amanhã é o último dia da feira e vou querer falar com vocês sobre minhas impressões finais e sobre o “Banana Fone” da Nokia.

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