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Dicas para tirar o melhor proveito do evento

Pesquisa, tecnologia, audiência, estratégia e soluções são alguns pontos para ficar de olho


26 de fevereiro de 2018 - 12h02

(Crédito: Sérgio Damasceno)

Estamos novamente na véspera do maior evento de mobile do mundo, o Mobile World Congress em Barcelona. A cada ano que passa o evento recebe novos visitantes, com novos perfis, objetivos e expectativas.

Aos que não conhecem, é importante pontuar a origem do evento para que seja possível entender como funciona e o que esperar, na prática.

O MWC, como é conhecido, é o maior evento da indústria de telecom do mundo, recebendo mais de cem mil visitantes por edição. O evento nasceu com foco na cadeia inteira da indústria, reunindo diversas empresas de infraestrutura, rede, tecnologia, fabricantes e operadoras.

Ano após ano, o evento foi evoluindo, deixando de ser “apenas” um evento do mercado de telecom e evoluindo para ser também um grande evento de tecnologia, inovação e tendências.

Com essa mudança, e por mobile ser hoje assunto de grande relevância entre agências e anunciantes, o evento passou a receber um grande número de publishers, publicitários, marqueteiros e afins em busca de inspirações, referências, tecnologias e fornecedores.

Porém, justamente por ser um evento com foco em toda a cadeia, do vendedor de infraestrutura para operadoras ao desenvolvedor de plataformas e serviços mobile, muito do que é apresentado no evento não está necessariamente disponível para nós, profissionais de marketing e publicidade que acabamos entrando no final da cadeia.

Isso não quer dizer que não podemos trazer inputs, ideias ou mesmo tecnologias. A principal pergunta então é; na prática, como tirar o melhor proveito de um evento como esse?

Não necessariamente a nova ideia ou produto que todos esperam estará lá na prateleira pronta para ser empacotada.

Voltar do MWC com algo na mala, ou na cabeça, que possa criar inovação ou diferencial competitivo nas agências e empresas é um trabalho hands on, e não apenas de coletar folders e cartões de visita. De nossas idas ao evento, abaixo alguns aprendizados sobre como tirar o melhor proveito:

– Fuçar: tem muita gente boa visitando o evento, não apenas os expositores. Ou seja, além de visitar os estandes, dos grandes aos pequenos, tire a vergonha da cara e desça para a pista. Vale muito a pena se infiltrar e conversar com os visitantes. Alguns são até mais estruturados e alugam salas de reunião com esse objetivo ou, no formato mais “faca na caveira”, pegam um cantinho para vender seu peixe. Adoro os “faca na caveira” e por muitas vezes têm algo bacana para mostrar.

– Tecnologia versus audiência: como vivemos no mundo da publicidade, precisamos de audiência e escala, e isso talvez seja a maior decepção que já tive em alguns momentos na feira. Seja em algum estande ou conversa, surge uma tecnologia incrível, inovadora, totalmente conectada ao seu cliente ou projeto, o preço é viável, tudo lindo e maravilhoso, você já esta a ponto de mandar um WhatsApp para sua equipe festejando a novidade e, no final, surge a sua última, “Qual o tamanho da base de smartphones no Brasil com essa tecnologia?” E a resposta vem, “Estamos em contato com as operadoras e fabricantes, acreditamos que em 6 a 12 meses teremos o primeiro volume disponível”. Sim, isso acontece muito, e na maioria das vezes essa audiência nunca aparece. Isso porque, como comentei acima, é um evento para toda a cadeia, então empresas estão ali para gerar apelo nos potenciais compradores da cadeia, nós, para que tenham maior poder de convencimento em que vai distribuir a tecnologia e dar capilaridade: fabricantes e operadoras.

– White label: não necessariamente o ponto acima é apenas um problema. Pode estar ai uma grande oportunidade. Muitas das empresas que estão na feira possuem estratégia global, porém com foco em alguns mercados específicos e nem sempre o Brasil está no radar. Nesses casos, uma negociação diferenciada pode surgir e, quem sabe, você virar essa oportunidade por aqui.

– Connecting dots: às vezes, um player ou solução sozinha não atende sua demanda ou expectativa ou, como no caso acima, atende mas não possui audiência para isso. Nesse caso, é hora de deixar de ser visitante e virar “empreendedor digital”, lá mesmo no evento. Na falta de algo pronto e disponível para trazer na mala, misturar um pouco de um, com um tanto de outro, e um toque final de mais algum pode trazer algo novo e diferente para a mesa.

– Do it yourself: não pense que do evento traremos apenas produtos prontos. Por vezes podemos trazer as idéias para criarmos algo por aqui. Dos pavilhões principais, que reúnem fabricantes, operadoras e big players, ao mobile planet e do 4YFN (4 Years from Now), com certeza muitas idéias podem surgir e virar produto em sua versão “Herbert Richards”.

Em resumo, vale sim, e muito, acompanhar a distância o que acontece por lá, e teremos esse papel aqui. Mas fica o convite para no ano que vem colocar um sapato confortável, abrir a cabeça e se enfiar nos corredores desse grande evento.

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